Inscrições ao Concurso cultural O Brasil em Cartaz

O Brasil Em Cartaz 2010 é um concurso cultural criado especialmente para dar visibilidade ao cinema nacional e estimular os jovens cineastas. O projeto, realizado pela rede Cinemark em parceria com algumas das principais instituições de comunicação e cinema do país, premia roteiros de universitários e dá a estrutura para que o melhor roteiro seja filmado e assistido por 1 milhão de pessoas.

Para participar dessa segunda edição do concurso, o estudante deve criar um roteiro original de 60 segundos com o tema “Valorização do Cinema Nacional”. Todos os roteiros inscritos serão analisados por um profissional que selecionará os 10 melhores trabalhos. Os TOP 10 passam pela banca julgadora e o vencedor será anunciado no dia 2 de outubro.

O melhor roteiro, além dos R$ 30 mil para a produção do filme, recebe um prêmio no valor de R$ 10 mil e uma carteirinha de passe livre nas salas da rede Cinemark válida para o ano de 2011. O making off será postado no blog do concurso e o filme será lançado nas salas da Rede no dia do Projeta Brasil e será exibido até atingir a impressionante marca de 1 milhão de espectadores. O segundo colocado recebe R$ 5 mil e uma carteirinha de passe livre nas salas da rede Cinemark válida para o ano de 2011. Por fim, a universidade onde estuda a equipe vencedora também ganha: o prêmio será a veiculação gratuita de um filme institucional de 30” nas salas Cinemark durante nada menos que 20 cinesemanas.

Leia o regulamento e inscreva-se em http://cinemarkbrasilemcartaz.com.br

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A Noite do Chupacabras

A mais nova produção do diretor de Mangue Negro, Rodrigo Aragão, está sendo filmada lá nos confins do Espírito Santo. O filme se chama A Noite do Chupacabras, e segundo o próprio diretor tem os melhores efeitos e maquiagem que ele já fez.

O filme conta com Joel Caetano e Petter Baiestorf no elenco, também realizadores de cinema independente. O filme promete.

Confiram a ficha técnica e algumas fotos. As filmagens vão até o final de julho.

Sinopse: Um jovem casal retorna para a sua terra de origem, no interior do Espírito Santo, numa jornada por entre florestas e montanhas repletas de mistérios, lendas e belezas naturais. Douglas reencontra os parentes transtornados pela morte misteriosa de todos os animais da fazenda e os velhos conflitos que desde o passado atormentam duas famílias rivais. Os irmãos Silva estão cada vez mais certos da vingança planejada pelos Carvalho, porém, o pai sabe que algo muito mais sinistro se esconde na mata. As famílias em guerra, se deparam com um mal maior do que eles podem mensurar. Entre brigas, perseguições, caçadas e muitos tiros, a mítica figura do Chupa Cabras apresenta pela primeira vez sua face assassina.

Ficha técnica

Produtor Executivo: Hermann Pidner
Direção: Rodrigo Aragão
Direção de Fotografía: Secundo
Produção de campo: Ana Carolina Braga, Kika Oliveira e Mayra Alarcón
Efeitos especiais e Efeitos visuais: Rodrigo Aragão, Douglas Belasco e Reginaldo
Direção de Arte: Giovanni Coio e Ulisses Debian
Cenário: Walderram dos Santos
Figurino: Ana Cristina e Mayra Alarcón
Continuidade: Giovanni Coio
Trilha sonora: Projeto Mangueré
Edição musical, Sonoplastia e mixagem: Hermano Pidenr
Pirotecnia e Eletrônica: Alzir Vaillant, Jorgemar de Oliveira e Rodrigo Aragão

Elenco:

Chupa Cabras: Walderrama dos Santos
Kika: Kika Oliveira
Maria Alicia: Mayra Alarcón
S. Pedro: Markus Konká
Dona Clara: Margó
Douglas: Joel Caetano
Ricardo: Ricardo Araújo
Alzir: Alzir Vaillant
Jorge: Jorgemar de Oliveira
Roberto: Fonzo Squizzo
Ivan: Petter Baiestorf
Bruno: André Lobo
Agnaldo: Foca Magalhães
Velho Chico: Cristian Verardi
F. Matilde: Milena Zacché
F. Tadeu: Luiz Tadeu Teixeira
Seu Otto: Afonso Abreu

Novo filme de Woody Allen estréia no Brasil

O novo filme de Woody Allen (que estréia nessa semana nos cinemas brasileiros) é muito bom. Ao contrário dos seus últimos dois filmes, em Tudo Pode Dar Certo o diretor volta a se sentir em casa na sua Manhattan querida, tendo como protagonista um velho intelectual que ficou manco após uma tentativa de suicídio. Sempre tive certa preferência pelos filmes em que o próprio Woody Allen representa o personagem principal, no entanto mais uma vez ele não surge em cena nesse novo trabalho, porém não é necessário mais do que quinze minutos para reconhecer que a escolha do pouco conhecido nas telas de cinema Larry David (mais famoso por ser o co-criador do Seinfeld) como o protagonista Boris Yellnikoff é bastante acertada. O seu personagem é um fracassado de mente brilhante em torno de gente medíocre, um divorciado de humor sarcástico e demolidor, rabugento e hipocondríaco, cheio de fixações mórbidas, raiva contida e aversão ao ser humano. Ele conhece na porta de sua casa uma garota sulista, Melody Celestine (Evan Rachel Wood), que fugiu após a separação dos pais e que foi para Nova York sem dinheiro e sem ter onde morar. Não tendo como se livrar dela, o velho aloja a garota em sua residência, só que por mais chato que ele possa ser, Boris é uma figura simpática que parece saída de um desenho animado, e não demora muito a despertar o interesse amoroso da jovem, para ceticismo do intelectual, que resiste as investidas da garota. No entanto, quando Melody lhe conta sobre alguns de seus flertes com homens mais jovens, Boris se decide a encarar essa empreitada, e as confusões continuam com o progressivo aparecimento da mãe, depois do pai da garota, e de sucessivos interesses românticos de cada um desses personagens principais. Pode-se dizer que Tudo Pode Dar Certo é um triunfo como comédia, mas sem ambições maiores como as que vez por outra tem passado pela cabeça de Woody Allen nos últimos anos. Dizer que os diálogos (que incluem citações a E o Vento Levou e A Felicidade Não se Compra) são excelentes é chover no molhado em relação ao diretor-roteirista, e deve-se destacar também o elenco formado por rostos pouco conhecidos, mas todos ótimos em seus papéis.

Filme Cultura # 50

A revista Filme Cultura, referência entre 1966 e 1988, quando foi editada, volta com tudo, na número #50, e já é possível ser encontrada em livrarias de referência (o site promete colocar a lista dos postos de venda) ou através do email distribuicao@filmecultura.org.br. A publicação será trimestral e é editada por Marcelo Cajueiro. O mais bacana talvez seja o fato de disponibilizarem a revista, integralmente, na internet, e aos poucos estar fazendo o mesmo com as edições antigas. A número 1 já está no site.

O projeto é uma parceria entre CTAv e o Instituto Herbert Levy, viabilizado pela Lei Rouanet. O tema é o Cinema Brasileiro Agora, comentando as diferentes cinematografias do país.

No corpo de redatores da edição, estão a queridíssima Andrea Ormond, redatora da Zingu!, Inácio Araujo, Francis Vogner dos Reis, Filipe Furtado, Daniel Caetano, Marcelo Miranda, Marcus Mello, Joana Nin, João Carlos Rodrigues, Carlos Alberto Mattos e. Luiz Joaquim

A Zingu! saúda com muito gosto essa volta da fundamental Filme Cultura. Que a revista continue por muitos anos!

Para saber mais: http://www.filmecultura.com.br
Para ler a edição #50, clique aqui.

PS.: Imagem retirada do blog Estranho Encontro, da Andrea Ormond.

Cinema de Bordas 2 começa hoje

Do release:

Cinema de Bordas volta ao Itaú Cultural com obras de brasileiros anônimos que improvisam para  fazer filmes 

Segunda edição da mostra Cinema de Bordas do Itaú Cultural traz 13 filmes inéditos assinados por diretores desconhecidos espalhados por todo o país, três dos quais vêm ao instituto para um bate papo com o público; produzidos sem recursos e com equipamento precário estes filmes demonstram o talento e a garra de brasileiros apaixonados por cinema 

De 20 a 25 de abril, o Itaú Cultural apresenta a segunda edição da mostra Cinema de Bordas, que no ano passado atraiu mais de 800 pessoas. Trata-se de 13 filmes inéditos, realizados por anônimos de todo o país apaixonados por cinema. Sem orçamento, nem técnica e com equipamento rudimentar, eles contam com vizinhos, parentes e amigos para realizar o sonho de fazer filmes. Desta vez o ciclo, que volta a ter a curadoria de Bernadette Lyra, doutora em cinema pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) e de Gelson Santana, doutor e mestre em Ciências da Comunicação, também da ECA, conta com a presença de três destes diretores para um bate papo em que irão discutir com o publico o desafio de fazer cinema ainda que sem qualquer recurso financeiro. 

Um deles é Rodrigo Aragão, capixaba da pequena aldeia de pescadores de Perocão, da cidade de Guarapari no Espírito Santo. Outro, é o paulista Joel Caetano. O terceiro é uma mulher, a também paulistana Liz Marins. Os dois diretores, que também apresentaram filmes na edição passada, costumam trabalhar com a mesma equipe e assinam filmes de terror com muito sangue e muitos sustos.  

Neste ano, Aragão mostra seu curta-metragem Chupa Cabra – na edição passada ele havia apresentado o longa-metragem Mangue Negro, sobre zumbis canibais. Chupa Cabras, filmado em 2005, foi a primeira experiência mais séria de Rodrigo como diretor e serviu de inspiração para seu próximo longa metragem que está sendo gravado e deve estrear no começo do ano que vem. “Com a mostra no Itaú Cultural, muita gente descobre que é possível fazer muito com pouco, e acabam colocando a mão na massa também. Estou muito animado porque desta vez poderei acompanhar tudo de perto. É uma oportunidade única de conhecer pérolas das bordas”, comenta. 

Com 32 anos, Caetano já dirigiu 11 filmes e fundou, com a sua esposa-produtora-atriz e um amigo-ator-diretor de fotografia, a Recurso Zero Produções. Inspirado pelos filmes de Sessão da Tarde exibidos na televisão dos anos 80 e a estética dos quadrinhos, ele apresenta o filme de terror Gato no ano passado, havia apresentado O Assassinato da Mulher Mental. “Com os conhecimentos adquiridos nos filmes anteriores, acredito que conseguimos um salto um pouco maior em relação ao roteiro, às atuações e à técnica. É claro que ainda existem aspectos a serem melhorados, mas é interessante notar que em cada um de seus filmes a Recurso Zero Produções deu um passo a  mais em relação à qualidade e à competência em contar histórias que envolvam o público, que pra nós, é quem mais importa nesse processo todo”, explica. 

Liz Marins, a terceira diretora a participar do bate papo com o público da mostra, exibe o curta-metragem Aparências, sobre uma garota que por causa dos preconceitos que carrega acaba passando por experiências assustadoras. Mas não são apenas filmes de terror que aparecem entre os selecionados pelos curadores. Em Cyberdoom, Igor Simões Alonso transforma sua cidade natal – São Paulo – em um cenário futurista típico de filmes de ficção cientifica e coloca seus habitantes numa guerra civil pelo direito à água.  

Outro gênero que aparece entre os filmes é a comédia representada pelo filme Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado. Nele Felipe Guerra, da pequena cidade de Carlos Barbosa no Rio Grande do Sul, satiriza filmes de serial killers dos anos 90. Já em O Show Variado, Simião Martiniano, de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, parodia os filmes de artes marciais. 

Segunda mão dos gêneros cinematográficos

Apesar da variedade, os filmes reunidos na mostra são exemplos de um tipo de cinema bem específico que é pesquisado desde 2006 pelos seus curadores e um grupo de estudos com intelectuais de todo o Brasil. Periodicamente, eles discutem o assunto e promovem debates na Socine (Sociedade de Estudos de Cinema e Audiovisual) e na Compós (Associação de Programas de Pós-Graduação em Comunicação).  

“Todas as produções de bordas, embora sejam particulares e diferentes, têm como característica comum o uso feito em segunda mão dos gêneros cinematográficos”, explica Bernadette. De acordo com ela, são filmes que usam e abusam, sem nenhum medo ou preconceito, de imagens, narrativas, sons e situações já vistas em outros filmes de horror, de ficção científica, de melodramas, de comédias, de velhas fitas de faroeste. A curadora observa, ainda, que dessas realizações de bordas, nenhuma tem pretensões de ser ‘vanguarda’ nem ‘original’.  

“Por isso resultam tão ricas e interessantes: elas fazem um apanhado de tudo que já foi exibido, misturam e mandam ver”, diz Bernadette para completar: “Além disso, são um espelho da performance da própria cultura brasileira. O detalhe é que, como os filmes são produzidos nas mais diversas regiões do país, com pessoas de comunidades, usos, histórias e sotaques particularizados de acordo com os lugares em que se realizam, cada uma dessas produções de bordas se torna o exemplar único de uma espécie de ‘regionalismo cinematográfico’.” 

Na abertura do evento para convidados, no dia 20, às 20h, haverá uma palestra com os curadores seguida de sessão do “Programa Especial” com dois filmes que serão exibidos exclusivamente neste dia. Vlad, de Pedro Daldegan de Campinas (SP), em que um garoto depois de ter uma estranha premonição enfrenta um grande perigo. E Ninguém Deve Morrer, de Petter Baiestorf, de Palmitos (SC), um faroeste musical com direito a ex-bandido que vira mocinho, uma mulher, um boi de estimação e um grupo de cineastas assassinos de aluguel. Depois da palestra e da exibição dos filmes, aproximadamente às 21h, haverá um coquetel de abertura. 

PROGRAMAÇÃO 

20 de abril, terça-feira

Abertura da mostra

20h
Palestra com curadores Bernadette Lyra e Gelson Santana e Programa Especial com a exibição dos filmes: 

Vlad, de Pedro Daldegan (1989, 5 min.) Campinas (SP)
Um garoto tem uma visão de si próprio na floresta, amarrado em uma árvore, num estado beirando a morte, e então encontra Vlad, que transformará sua premonição em realidade. 

Ninguém deve morrer, de Petter Baiestorf (2009, 30 min.), Palmitos (SC)
O pistoleiro Ninguém decide largar tudo o que sempre considerou importante para mudar de vida: sua mulher amada, um grupo de amigos cineastas assassinos de aluguel e seu boi de estimação. No entanto, antes de se redimir, precisará enfrentar a fúria de seus antigos comparsas em um faroeste musical que reúne o maior elenco de astros do underground brasileiro jamais filmado. 

21h
Coquetel de abertura

 21 de abril, quarta-feira

16h 
Gato, de Joel Caetano (2009, 23 min.), São Paulo (SP)
Um conto de terror e suspense sobre um homem, um gato e muito sangue. 

A bruxa do cemitério 2, de Semi Salomão, 2009, 83 min, Apucarana/PR
“Grande Urso’’ o índio protetor das matas adverte para nunca pisarem em solo amaldiçoado. Dante(Semi Salomão), o primogênito de uma família do campo sofre de distúrbios mentais e psicológicos. Ele é manipulado e atormentado por uma bruxa que no passado foi morta injustamente para atrair pessoas ao vale onde serão vitimas de forças sobrenaturais.

 18h

Bate papo com diretor Rodrigo Aragão e curador  

18h30

Chupa-cabras, de Rodrigo Aragão (2005, 12 min.), Guarapari (ES)Uma vitima de sequestro se vê  perdida em uma floresta e logo descobre que não está sozinho, o Chupa cabras está a espreita. 

Morgue story, sangue, baiacu e quadrinhos , de Paulo Biscaia Filho (2009, 78 min.), Curitiba (PR)
Ana Argento, uma quadrinista de sucesso frustrada em seus relacionamentos, se encontra com dois homens solitários de vida curiosa. Tom é um vendedor de seguros de vida que sofre de catalepsia. Daniel Torres é um médico legista sociopata e estuprador que tem um método de crime peculiar: envenena suas vítimas com uma poção feita à base de baiacu que induz a catalepsia. A vítima é considerada morta e enviada para o necrotério, mas quando acorda se depara com o legista esperando para estuprá-la e sufocá-la até a morte. Os planos começam a dar errado quando Tom também acorda no necrotério.  

22 de abril, quinta-feira

18h
Doutor Ekard, de Marcos Bertoni (2002, 18 min.), São Paulo (SP)Palestra sobre parapsicologia, hipnose e auto-ajuda é ministrada com fins duvidosos.  

Coronel Cabelinho vs Grajaú  Soldiaz, de Pepa Filmes (2001, 80 min.), Rio de Janeiro (RJ)
O filho de um diplomata foi assassinado! A imprensa cobra resultados e a polícia está acuada! A única solução é trazer de volta para a cidade o policial mais HARDCORE dos tempos da ditadura militar, CORONEL CABELINHO; ele e seus amigos vão empregar toda a força necessária para mandar para a vala mais funda o responsável por mais esse escândalo nacional. Mas os calejados policiais não vão conseguir isso facilmente, pois os assassinos são do GRAJAÚ SOLDIAZ, a gangue de rua mais sinistra do RJ.  

20h

Bate papo com diretora Liz Marins e curador 

20h30
Aparências, de Liz Marins (2006, 8 min.), São Paulo (SP)
A história de uma bela garota loura e preconceituosa, que à noite voltando da escola, pela crença em uma série de errôneos julgamentos impostos pela sociedade, passa por sinistras experiências.  

Entrei em pânico ao saber o que vocês fizeram na sexta-feira 13 do verão passado [Recut], de Felipe M. Guerra (2001-2009, 90 min.), Carlos Barbosa (RS)
S
átira/homenagem aos filmes de horror adolescentes dos anos 1990 que, por sua vez, resgatavam um subgênero do horror muito popular nos anos 1980: o slasher movie, que são filmes caracterizadas pela presença de psicopatas do sexo masculino que matam adolescentes em série.  

23 de abril, sexta-feira

18h
O massacre da espada elétrica, de Merielli Campi, Lucio Gaigher, Rodolfo Arrivabene, Gerson Castilho, (2008, 15 min.), Guarapari(ES)
Muhamed Aki Haul é um garoto palestino gordo e desajeitado que sofre bullying na escola. No Brasil, onde mora e estuda, ele é isolado de todas as formas por seus colegas e se transforma em objeto de piada e chacota entre eles. O “Pequeno Mamute” resolve então se vingar das humilhações diárias que vem sofrendo. Para tanto, recebe ajuda do seu guru, “Mestre Coruja”, na forma de uma espada elétrica chamada Cheeewbacca.

O Show Variado, de Simião Martiniano (2008, 40 min.), Jaboatão dos Guararapes(PE)
Uma série de esquetes que envolvem comédia e artes marciais. Um doutor, o empregado e o delegado maluco são alguns dos personagens do filme.  

Cyberdoom , de Igor Simões Alonso (2009, 40min.), São Paulo(SP)
São Paulo, 2054. O planeta passa por escassez de água, o sol se tornou uma ameaça e o mundo está repleto de novas doenças. Apesar de desenvolvido tecnologicamente a humanidade não consegue combater certas doenças e a destruição da natureza chegou a um ponto critico. A cidade foi dividia em diversos bairros fechados, com a desculpa do risco de doenças e para controlar melhor a população. Uma gangue conhecida como Os Coletores, busca um antídoto contra os diversos vírus, a Bioágua. Que é vendida a preços exorbitantes apenas para a alta elite por um monopólio de empresas chamado de “Conglomerado”, que vive explorando a miséria biológica por todo país. Uma guerra se anuncia nas ruas decadentes da cidade enquanto a resistência busca o maior de todos os fins: a sobrevivência.
 

20h

Bate papo com diretor Joel Caetano e curador 

20h30
Gato, de Joel Caetano (2009, 23 min.), São Paulo (SP)

A bruxa do cemitério 2
, de Semi Salomão, 2009, 83 min, Apucarana/PR

24 de abril, sábado

16h
Chupa-cabras, de Rodrigo Aragão (2005, 12 min.), Guarapari (ES)

Morgue story, sangue, baiacu e quadrinhos , de Paulo Biscaia Filho (2009, 78 min.), Curitiba (PR)
 
 18h
Doutor Ekard, de Marcos Bertoni (2002, 18 min.), São Paulo (SP)

Coronel Cabelinho vs Grajaú  Soldiaz, de Pepa Filmes (2001, 80 min.), Rio de Janeiro (RJ)

25 de abril, domingo

16h
Aparências, de Liz Marins (2006, 8 min.), São Paulo (SP)

Entrei em pânico ao saber o que vocês fizeram na sexta-feira 13 do verão passado [Recut],
de Felipe M. Guerra (2001-2009,  90 min.), Carlos Barbosa (RS)

18h
O massacre da espada elétrica, de Merielli Campi, Lucio Gaigher, Rodolfo Arrivabene, Gerson Castilho, (2008, 15 min.), Guarapari(ES)

O Show Variado, de Simião Martiniano (2008, 40 min.), Jaboatão dos Guararapes (PE)

Cyberdoom, de Igor Simões Alonso (2009, 40min.), São Paulo (SP)

SERVIÇO
Mostra Cinema de Bordas
De 20 a 25 abril, terça-feira a domingo
Sala Itaú  Cultural (247 lugares)
Censura: 14 anos
Entrada franca (ingressos distribuídos com meia hora de antecedência)

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
www.itaucultural.org.br
atendimento@itaucultural.org.br

Na Zingu!, já fizemos dois dossiês sobre cinema de Bordas, que podem ser vistos aqui e aqui. Neles, você encontra entrevistas com a curadora Bernadette Lyra e os cineastas Petter Baiestorf, Felipe M. Guerra, Joel Caetano, Rodrigo Aragão e Marcos Bertoni, além de resenhas de vários filmes.

Clássicos & Raros do Nosso Cinema começa quarta, 21

A mostra Clássicos & Raros do Nosso Cinema – 2ª edição começa nessa quarta-feira, dia 21, no CCBB. O evento é uma parceria com a Cinemateca.

A programação é bem interessante, trazendo filmes como Uma Aventura aos 40 (1947), E a Paz Voltou a Reinar (1955), É Simonal (1970), A Grande Feira (1961), Gregório 38 (1969), Juventude sem Amanhã (1959), Lilian M: Relatório Confidencial (1975), Na Senda do Crime (1954), Ninfas Diabólicas (1978), Perfume de Gardênia (1992), Preço de um Desejo (1952), e muitos outros.

Além de vários encontros: Alex Prado, Aloisio T. de Carvalho, Carlos Reichenbach, Clery Cunha, Guilherme de Almeida Prado, Helena Ignez, Patrícia Scalvi, Max de Castro e Rodolfo Nanni.

A mostra vai até dia 16 de maio.

Confira a programação:

PROGRAMAÇÃO 

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
21.04 | QUARTA
17h00 A MULHER DE TODOS
19h30 ABERTURA COM CARLOS EBERT E PAULO SACRAMENTO

22.04 | QUINTA
15h00 NA SENDA DO CRIME
17h00 MATAR OU CORRER
19h30 E A PAZ VOLTA A REINAR

23.04 | SEXTA
15h00 MATAR OU CORRER
17h00 A FILHA DO ADVOGADO
19h30 NA SENDA DO CRIME

24.04 | SÁBADO

15h00 A MULHER DE TODOS
17h00 ENCONTRO COM HELENA IGNEZ
19h30 CALA A BOCA ETELVINA

25.04 | DOMINGO

15h00 E A PAZ VOLTA A REINAR
17h00 A MULHER DE TODOS
19h30 A FILHA DO ADVOGADO

28.04 | QUARTA
15h00 NEM SANSÃO NEM DALILA
17h00 LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL
19h30 ENCONTRO COM CARLOS REICHENBACH

29.04 | QUINTA
15h00 O MATADOR PROFISSIONAL
17h00 É SIMONAL
19h30 ENCONTRO COM WILSON SIMONINHA E MAX DE CASTRO

30.04 | SEXTA
15h00 UMA AVENTURA AOS 40
17h00 NEM SANSÃO NEM DALILA
19h30 LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL

01.05 | SÁBADO
15h00 NINFAS DIABÓLICAS
17h00 ENCONTRO COM PATRÍCIA SCALVI
19h30 O MATADOR PROFISSIONAL

02.05 | DOMINGO
15h00 TERRA EM TRANSE
17h00 NINFAS DIABÓLICAS
19h30 UMA AVENTURA AOS 40

05.05 | QUARTA
15h00 PERFUME DE GARDÊNIA
17h00 OS DESCLASSIFICADOS
19h30 ENCONTRO COM CLERY CUNHA

06.05 | QUINTA
15h00 DAMAS DO PRAZER
17h00 JUVENTUDE SEM AMANHÃ
19h30 É SIMONAL

07.05 | SEXTA
15h00 OS DESCLASSIFICADOS
17h00 PERFUME DE GARDÊNIA
19h30 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA

08.05 | SÁBADO
15h00 É SIMONAL
17h00 DAMAS DO PRAZER
19h30 JUVENTUDE SEM AMANHÃ

09.05 | DOMINGO
15h00 MACACO FEIO… MACACO BONITO… | O SACI
17h00 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
19h30 DAMAS DO PRAZER

12.05 | QUARTA
15h00 A GRANDE FEIRA
17h00 O PAGADOR DE PROMESSAS
19h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO

13.05 | QUINTA
15h00 CAVEIRA MY FRIEND
17h00 PREÇO DE UM DESEJO
19h30 GREGÓRIO 38

14.05 | SEXTA
15h00 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
17h00 A GRANDE FEIRA
19h30 O PAGADOR DE PROMESSAS

15.05 | SÁBADO
15h00 GREGÓRIO 38
17h00 CAVEIRA MY FRIEND
19h30 PREÇO DE UM DESEJO
22h00 GREGÓRIO 38
24h00 CAVEIRA MY FRIEND

16.05 | DOMINGO
15h00 O PAGADOR DE PROMESSAS
17h00 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
19h30 A GRANDE FEIRA

CINEMATECA BRASILEIRA
22.04 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 PERFUME DE GARDÊNIA | ENCONTRO COM GUILHERME DE ALMEIDA PRADO

23.04 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA
20h30 MACACO FEIO… MACACO BONITO… | O SACI
24.04 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES
16h30 DAMAS DO PRAZER
18h30 JUVENTUDE SEM AMANHÃ
20h30 OS DESCLASSIFICADOS

25.04 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 MACACO FEIO… MACACO BONITO | O SACI | ENCONTRO COM RODOLFO NANNI
19h30 É SIMONAL

27.04 | TERÇA   SALA CINEMATECA BNDES  
19h30 PREÇO DE UM DESEJO  

28.04 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 CAVEIRA MY FRIEND
20h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO

29.04 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 A GRANDE FEIRA
20h30 PREÇO DE UM DESEJO 

30.04 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h00 GREGÓRIO 38 | ENCONTRO COM ALEX PRADO 

01.05 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 GREGÓRIO 38
18h30 VIAGEM AO FIM DO MUNDO
20h30 CAVEIRA MY FRIEND

02.05 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 A GRANDE FEIRA
18h30 PREÇO DE UM DESEJO | ENCONTRO COM ALOISIO T. DE CARVALHO

SERVIÇO

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – SÃO PAULO
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
www.bb.com.br/cultura
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) / R$ 2,00 (meia-entrada)

Mais informações: http://www.cinemateca.com.br/

1ª Mostra de Cinema de Ipoema – CineIpoema

Do release:

1ª Mostra de Cinema de Ipoema – CineIpoema
 
Programação terá 43 filmes
 
A CineIpoema, que acontece de 20 a 25 de abril, vai oferecer  filmes e shows em praça pública,  além de oficinas e seminário para qualificação e debates sobre a sétima arte. Toda a programação é inteiramente gratuita.

De terça a domingo, Ipoema, distrito de Itabira, realizará sua primeira Mostra de Cinema. A programação é inteiramente gratuita e inclui exibição de filmes em praça pública, debates, seminário, oficinas e shows musicais (confira a programação completa logo abaixo).
 
O Filme que abre a Mostra, às 19h45min, no espaço Elke, é “O contador de Histórias” de Luiz Villaça, baseado na vida de Roberto Carlos Ramos.   Os longas – metragens “Orquestra de meninos” de Pedro Tiago, “Alô, alô terezinha” documentário sobre a vida de Chacrinha do diretor Nelson Hoineff,  o filme “Estrada real da cachaça” de Pedro Urano, “Zuzu Angel” de Sérgio Rezende, “Menino da Porteira” de Jeremias Moreira e o filme “Bem próximo do mal” de Sérgio Gomes também fazem parte da programação. Além desses, será exibido o longa de animação “O grilo feliz e os insetos gigantes” sobre a nova aventura do personagem criado por Walbercy Ribas e o filme “Pequenas Histórias” de Helvécio Ratton, considerado o melhor longa infantil pela Academia Brasileira de Cinema.
 
A atriz Elke Maravilha, conhecida por sua irreverência é a grande homenageada da Mostra. Elke nasceu na Rússia e aos seis anos de idade foi morar em Itabira do Mato Dentro, cidade à qual pertence o distrito de Ipoema.  A atriz atuou em diversos filmes como “Quando o Carnaval Chegar” e “Xica da Silva”, de Cacá Diegues, em que foi premiada com a Coruja de Ouro como melhor atriz coadjuvante.  Atualmente está trabalhando no teatro, com o musical “Elke – do Sagrado ao Profano” interpretando canções e textos, com direção geral de Rubens Curi e direção musical de Ian Bath.
 
A Mostra, já em sua primeira edição, recebeu inscrições de norte a sul do país, com a participação de 10 estados, como Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Além de conseguir trazer um pouco da diversidade audiovisual do Brasil, que é o tema central que permeia toda a programação, a CineIpoema tem se mostrado de grande importância para o distrito. Todos os segmentos da sociedade se envolveram para garantir que a Mostra fosse realizada. “Reunimos os cidadãos, pousadas, restaurantes, hotéis em prol do festival. As pessoas abraçaram o projeto. É uma semente que vai crescendo com o apoio de todos”, destaca o Coordenador da Mostra, Cléber Camargos. A Mostra também vai contar com a participação de todas as escolas da região. “Vai abrir espaço a quem que não tem acesso ao cinema. Muitos alunos não têm nem televisão em casa.”, completa a Diretora do Museu do Tropeiro, Eleni Vieira.

http://www.cineipoema.com.br/

Abre, amanhã, exposição Tony Vieira – Casa de Contos, em Ouro Preto

AGORA VAI!

Do release:

EXPOSIÇÃO “ TONY VIEIRA- CINEASTA DE CONTAGEM” NA CASA DOS CONTOS EM OURO PRETO

ABERTURA: DIA 16 DE ABRIL DE 2010 ÀS 19:00 HORAS

EXPOSIÇÃO: ATÉ 01 DE MAIO 2010

VISITAÇÃO: SEGUNDAS de 14 às 20h, TERÇA A SÁBADO de 10h às 20h, DOMINGOS de 10 às 16

ENDEREÇO: CASA DOS CONTOS – RUA SÃO JOSÉ, 12, CENTRO – OURO PRETO – MG

A Prefeitura Municipal de Contagem, por meio da Secretaria de Educação e Cultura e da Coordenadoria de Cultura, juntamente com o Jornal Tribuna de Contagem idealizou e apresentou a Exposição “Tony Vieira – Cineasta de Contagem” no final de 2009, no Centro Cultural de Contagem, e agora, a mostra visita a Casa dos Contos em Ouro Preto, museu dirigido pela Gerência Regional do Ministério da Fazenda em Minas Gerais.

Inicialmente agendada para o período de 30 de março a 30 de abril, esta exposição, devido às obras emergenciais realizadas na Casa dos Contos, foi adiada para o período de 16 de abril a 1 de maio de 2010.

A exposição, de caráter didático e itinerante, conta a história do ator, roteirista, produtor e diretor Tony Vieira, através de textos, documentos de época e imagens distribuídas em dezoito painéis. A exposição também reúne fotos, roteiros, revistas e objetos do acervo pessoal do ator Hytagiba Carneiro e Toni Murtes, filho de Tony Vieira. Além disso, contará com peças originais dos filmes do cineasta pertencentes ao acervo doado para a “Casa da Cultura Nair Mendes Moreira” de Contagem e que atualmente, estão depositadas no Centro de Referência Áudio Visual (CRAV-BH). 

O texto que conta a história de Tony Vieira foi elaborado pela historiadora Carolina Dellamore. A direção de arte da exposição é de Henrique Dias. A mostra tem como curadores, Henrique Dias, Marco Aurélio Godoy, Solange Cunha e Fernando Perdigão.

Recuperar a história do cineasta significa uma grande conquista, pois, ao se divulgar a trajetória esquecida de Tony Vieira, também se descortina parte da história de Contagem e do Cinema Nacional, construída nas décadas de 70 e 80.

Martin (1977), de George A. Romero

Martin é o melhor filme de vampiro desde o Nosferatu de Murnau. Lembra o cinema de outro mestre, o Bresson tardio; é como se o diretor francês àquela altura decidisse contar uma história de vampiro, com algum dos seus personagens deslocados e introspectivos de O Dinheiro ou O Diabo Provavelmente. Martin é filme de terror, mas também um pessimista, cru e direto filme sobre adolescente, ao mesmo tempo delicado e selvagem, onde se fala pouco, se age pouco, mas quando se fala ou se age, é pra valer mesmo. No plano da história, Martin incorpora as principais características dos filmes de horror, mas o tratamento que a narrativa impõe é outro. É próximo de um relato de doença, com Martin (o personagem) injetando drogas em suas vítimas antes de sorver-lhes o sangue, dedicando-se ao vampirismo (cujas cenas são diferentes do que estamos habituados a ver no gênero), enquanto vive conflitos existenciais e psicológicos de um ser humano comum. Martin é um jovem por fora, mas irremediavelmente velho e corroído por dentro. A evidência está em cada plano de Martin, e o sentimento geral que o filme traz é de mal-estar, de deslocamento. É um filme sobre corpos, e dedica a eles alguns dos seus momentos mais soberbos, seja num terreno mais erótico, ou ensanguentados e destruídos (em suas sequências de horror). As breves e recorrentes imagens em preto e branco antecipam The Addiction, do Abel Ferrara, outro filme de vampiro que seria realizado vinte anos depois. Martin também é um raro filme de Romero que não se dá num plano coletivo, mas individualista, e é tão direto, eficaz e vital quanto às suas narrativas de mortos-vivos (e o que é o próprio personagem-título de Martin senão um morto-vivo caminhando à luz do dia e ao mesmo tempo fugindo da multidão?), num misto de frontalidade clássica, depuração da forma, uma certa abstração e fuga dos clichês do gênero. Juntamente com O Exército do Extermínio (1973) e O Despertar dos Mortos (1978), Martin representa o auge da fase mais criativa de Romero, e possivelmente são os três melhores filmes de terror da década de setenta.