Entrevista: Toni Cardi – Parte 1

Dossiê Toni Cardi
Parte 1- O início da carreira e os filmes com Mazzaropi

 

Toni Cardi fez quatro filmes com Mazzaropi

 

 

Zingu! – Pra gente começar seu Toni, eu gostaria que o senhor falasse da sua infância, a profissão dos seus pais, essas coisas. 

Toni Cardi- Eu nasci aqui mesmo em Piracicaba. Sou piracicabano da gema. A minha mãe era espanhola de Granada, na região da Andaluzia. Um lugar de mulheres bonitas, por sinal. Ela já é falecida, eu tenho uma mensagem dela muito linda. São imigrantes que vieram aqui, compraram umas terras e se deram bem. Passaram muito mal depois, tiveram uma vida muito difícil. Eles eram analfabetos de pai e mãe, mas eram muito bacanas. A minha mãe veio com sete anos pra cá. O meu pai acabou nascendo aqui no Brasil, eles foram lavradores e depois olheiros…era uma vida dura, trabalhavam no campo. A minha origem é essa, bastante humilde. O forte do meu pai era a lavoura e a olaria. Ele amassava barro, preparava massa pro pessoal fabricar tijolo. Era diferente nesse tempo, né? A minha mãe era a companheira dele, plantava e recolhia cana. Uma vida muito difícil. 

Z- Como o senhor começou a gostar de cinema?                  

TC- Desde os meus seis, sete anos eu me interessava por cinema. Durante muito tempo, eu freqüentei um cineminha que ficava na usina onde eu trabalhava. Ali, eu via aqueles filmes de bangue-bangue antigos, Tarzan, aquelas coisas todas. 

Z- O senhor tem quantos irmãos? 

TC- Nós somos em sete. 

Z- Poxa, sete. 

TC- Sim. Eu sou o mais velho. Conclusão: fui o que mais sofreu, o que mais se ferrou (risos). Porque de sete além de levar as primeiras porradas, vai ter que ajudar a cuidar dos outros. Então, essa foi a minha sina.   

Z- Como o senhor começou a trabalhar com cinema?  

TC- Foi através do teatro. Eu fiz uns quatro anos e meio de teatro, inclusive com o Raffaele Rossi. Agora o cinema foi em 1966. Foi pelas mãos do Roberto Mauro. A gente estava fazendo um programa chamado Showriso na TV Cultura e depois nos encontramos numa boate chamada La Vie em Rose, ali na Boca. Ele me apresentou o Rafaelle Rossi, que estava com vontade de começar a filmagem do longa-metragem O Homem Lobo, um filme muito doido que demorou muitos anos pra sair. Nisso, eu acabei enveredando pelo cinema pelo Rafaelle.   

Z- Antes de ingressar no cinema, você teve outras profissões? 

TC- Várias. Eu comecei ajudando os meus pais na olaria com sete, oito anos. Depois, eu fui pra lavoura também, trabalhei com os animais da fazenda. Aquela vida do campo: lavrar terra, arar, gradear, tudo isso. Eu realizava todo esse trabalho de agricultor até a colheita. Depois, eu ingressei na metalurgia. Me iniciei como metalúrgico com um primo meu aqui em Piracicaba. Nisso, como eu tinha habilidade, me tornei ferramenteiro. Essa é a profissão do Lula, inclusive, certo? Me formei nessa atividade e trabalhei em vários lugares. Na Clark em Campinas, na General Motors em São Caetano do Sul. Eu rodei um pouco, mas isso faz tempo, foi em 56, 60. Nessa época, eu ingressei no teatro amador. Quando eu estava com dezoito anos, eu comecei a praticar artes marciais, o judô. Inclusive eu fui campeão paulista… então eu fiz muita coisa na vida. Tem gente que fala: “Poxa, você tem 300 anos se somar tudo que você fez” (risos). Acontece que você associa: de manhã você faz uma coisa, de tarde outra. Eu associava muito as coisas: trabalho, divertimento, esporte. Então, dava tempo. 

Z- O senhor lutou judô durante muito tempo? 

TC- Eu competi até os 36 anos. Eu lutava bastante no interior a fora, dei aula, tive academia. Vivi nisso… até dormi muito em cima de tatame (risos). Então, como metalúrgico eu fazia teatro e enveredei no ramo imobiliário. Sou corretor imobiliário até hoje. 

Z- São várias atividades né seu Toni? 

TC- Com certeza. Eu já fui até ladrão de fruta em feira (risos). 

Z- Como surgiu o pseudônimo Toni Cardi? 

TC- Isso surgiu quando eu li um livro do autor do James Bond, o Ian Fleming. Foi um livro chamado Cidades Fascinantes. Eu fiquei lendo e procurando um nome pra mim. Porque o meu nome é Irineu Antonio Travaglini, o Mazzaropi, inclusive, queria que eu usasse esse nome na vida artística. Mas eu achava que não era comercial. Do Antonio, eu peguei o Toni, e eu achei o Cardi no meio da história desse livro do Ian Fleming. Acabei adaptando e ficou Toni Cardi. O nome casou bem, tanto que tem família Cardi no Brasil e eles me acharam na internet. Ficam me perguntando se eu sou parente deles e tal. Mas hoje eu sou amigo da família Cardi que existe em São Paulo. 

Z- O seu primeiro longa foi com o Mazza? 

TC- Note bem: filme que terminou sim. Porque o meu primeiro longa-metragem foi O Homem Lobo, que só foi terminado muitos anos depois. Mas sim, o primeiro filme que eu participei que passou nos cinemas foi O Jeca e a Freira, com o Mazzaropi. 

Como surgiu a oportunidade do senhor trabalhar com o Mazza?

TC- Isso foi em 67. O meu primeiro encontro com ele aconteceu nas escadarias da TV Tupi. Eu estava lá com o Aldo César e com a Nádia Tell. Essa foi uma grande paixão na minha vida, viu? Tanto que se você encontrar ela um dia, você fale com ela. Eu não a vejo, não sei se está viva ou não. Nós três estávamos conversando na escadaria. Parou um Impala branco do outro lado e desceu um camarada. Ele subiu a escada e veio falar comigo. Perguntou se eu era ator, eu respondi que sim. “O meu nome é Roberto Pirillo. Trabalho com o Mazzaropi e ele queria conhecer você. Tem como você descer e conversar com a gente?”, ele perguntou. Eu desci e fui apresentado ao Mazza. No carro, estava ele e o Carlos Garcia, que fez muitos filmes como diretor de produção. Ali nasceu o interesse do Mazzaropi em me contratar, pediu pra eu ir no escritório dele no Largo do Paissandú. Então, foi assim que nasceu o bandido do filme dele, o chefe do bando que foi no Jeca e A Freira. Depois, eu ainda fiz O Paraíso das Solteironas, O Grande Xerife e Uma Pistola Para Djeca. Fiz quatro longas com ele. 

Z- Quais foram os seus papéis? 

TC- Eu fiz três bandidões e um mocinho. Nesse filme, eu fazia o par romântico com a Patrícia Mayo no Grande Xerife. O meu personagem senão me engano se chamava Júlio. Mas dentro do esquema do Mazza, de mocinho, eu passei a ser o anti-herói. Houve uma confusão minha com o Mazzaropi. Porque além dele ser o dono do filme, produtor, ator, diretor. Ele fazia tudo com uma assessoria muito grande do Pio Zamuner, um grande cara que mora no meu lado esquerdo. Mas o Mazza tratava muito mal o pessoal, na cozinha, uma série de coisas. O pessoal falava: “Mas o Mazza paga direitinho”, mas isso era a obrigação de todo mundo. Na realidade, ele pagava pouco. Mas todo ator em começo de carreira usou o Mazzaropi. Como eu, Tarcísio Meira, Chico de Franco, David Cardoso e alguns outros porque era visto. Esse povo todo usou os filmes do Mazza pra se projetar porque era o filme mais visto no Brasil. Mas ele era muito mesquinho, era um cara muito mesquinho. Eu cheguei a brigar lá por causa de comida. Na produção, você contrata hospedagem, alimentação, essas coisas todas. Você ficava hospedado na fazenda dele em Taubaté. Ocorre que esse pessoal da produção, além de mesquinho, tratava mal as pessoas. Como eu sempre fui metido a besta, procurei defender os outros. No Uma Pistola Para Djeca, o Penna Filho era assistente de direção e o saudoso Ary Fernandes era o realizador. O Penna era muito humilde e queria comer mais um bife. Poxa, isso é um direito que todo mundo pode ter. Um outro tinha pedido um bolinho de carne…eu sei que era um troço bem pequeno pelo universo que nós estávamos trabalhando. E foi negado pra ele. Aí eu subi a serra bicho, levantei e desci a mão naquela janelinha onde entregava os pratos e levei tudo pra baixo. Depois, veio o Carlos Garcia falar comigo: “Poxa, segura as pontas que o negócio não é com você”. No dia seguinte, o Mazzaropi reuniu a equipe toda e falou: “Vamos filmar tudo que é do Toni porque ele vai embora”. Então, eu de mocinho passei a ser bandido. Então, tem uma história em que eu sou meio mocinho, meio bandido. Uma espécie de anti-herói, que é esse personagem chamado Júlio. Foi o último trabalho que eu fiz com o Mazzaropi. 

Z- Mas o seu personagem era maior nesse filme? 

TC- Era bem maior. Embora emtodos os filmes dele quando os outros personagens começavam a aparecer, ele cortava. Nós éramos escada. Todos os demais eram escada para ele. Mas valeu trabalhar com ele. Eu gostei bastante. 

Z- Na sua primeira fita com o Mazza, você trabalhou com a Elizabeth Hartmann? 

TC- Isso, no Jeca e a Freira. Ela fazia a freira. Uma grande profissional. 

Z- O Maurício do Valle também estava nesse filme? 

TC- Sim, o Maurício era o meu patrão no filme. Ele fazia um coronel e eu ia pro pau, brigava por ele. Eu era o único capanga que conseguia entrar na casa, na sede da fazenda. 

Z- Poxa, mas você estava começando e o Maurício já era um monstro sagrado. Como era trabalhar com ele? 

TC- Maurício do Valle…ele me ensinou bastante. Muito, muito. Era um puta profissional, fora de série. Infelizmente, o que acabou com ele foi o vício da droga. Tanto que depois ele chegou a amputar a perna, foi um final triste. Se você me permite, o Maurício tinha três paixões na vida: Bibi Ferreira, foi o grande amor da vida dele; o segundo eram os cavalos, tudo que ele ganhava, ele enfiava no Jockey Clube. Ele chegou até a comprar uma égua. Eu cheguei a acompanhá-lo nos finais de semana para ver a égua dele correr. Ele era fanático pelo turfe. A terceira paixão era a cocaína, isso era complicado. Porque você via o Maurício num estado lamentável por causa da droga. E a gente ficou no mesmo quarto enquanto fazámos esse filme do Mazzaropi. O que eu vi, presenciei e passei pra segurar as pontas desse cara foi horrível. 

Z- Agora, do ser humano… 

TC- Fora disso aí, ele era um grande amigo. Meu irmãozão, sabe? Ele foi um mestre pra mim. Me ajudou muito. 

Z- Ele já era um cara consagrado e trabalhava com diretores iniciantes

TC- Grande cara. Baita profissional e grande ser humano. 

Z- A Isaura Bruno também trabalhou nesse filme. 

TC- Isaura Bruno… ela fazia uma escrava se eu não me engano. Ela, o Henricão. Puxa, esse era gente finérrima. Ele ficava a tarde inteira caçando passarinhos na fazenda do Mazzaropi. Me lembro dele com uma gaiolinha pra cima e pra baixo. 

Z- Ele fez quase todos os filmes do Mazza. 

TC- Fez vários. Ele e o Zé Veloni. O Zé Veloni foi o vereador que mais vezes presidiu a Câmara de Ribeirão Preto. Ele está vivo ainda. Ele é gente finíssima, trabalhou comigo também no Homem Lobo. Os dois fizeram quase que todos os filmes do Mazzaropi. 

Z- Como era a estrutura da PAM Filmes? Porque todos os filmes eram começados sempre na mesma época do ano. 

TC- Com certeza. Ele sempre começava a filmar em julho, agosto. Em setembro, o filme estava pronto montando. Porque a data oficial de lançamento dele era o dia 25 de janeiro, data do aniversário de São Paulo. Os longas eram sempre lançados no Cine Art Palácio, em São Paulo. Todo dia 25 de janeiro nós estávamos lá, em traje de gala, para o lançamento. Pra você ter uma ideia como ele sempre filmava na mesma época do ano, em todos os longas os ipês roxo e amarelo estão floridos. Porque essas flores sempre dão nessa época do ano. 

Z- Você foi no lançamento de todos os filmes? 

TC- Sim. Dos quatro. 

Z- Seu Toni, fala um pouco como era o lançamento de um filme do Mazza na época. É verdade que São Paulo parava? 

TC- Parava. Aquela (avenida) São João, aquele Largo do Paissandú paravam. Tinha que bloquear todas as passagens ali, não passava um carro na frente do cinema. É como a parada gay hoje, sabe? (risos). O que tem de gente hoje na parada gay tinha de gente na frente do Art Palácio em São Paulo. Era uma loucura, uma loucura. Todos os atores eram apresentados, primeiro escalão, segundo escalão, os próprios técnicos, todo mundo ia pro palco. Era realmente algo impressionante. O Mazza contava umas piadas e depois vinha chamando um por um. Esse momento era bonito porque a gente percebia que dessa maneira ele valorizava todos os atores. Isso era algo muito legal dele. 

Z- Pro ator que estava começando era importante ter trabalhado com o Mazzaropi? 

TC- Para o público sim. Entre os colegas era algo ruim. O caras falavam: “Pô, você trabalhou com o Mazzaropi? Tanta coisa boa, você é um puta tipo, luta, fala bem”. Eu falava: “Poxa, foi ele quem me chamou. Ele que me apresentou um roteiro, fez uma proposta e eu estava parado. Então, eu fui”. Acabei fazendo quatro filmes juntos. Depois, eu saí fora e nunca mais tivemos contato. 

Z- O senhor acha que a classe artística da época tinha preconceito contra o Mazzaropi? Pelo filme dele ser popular na acepção da palavra? 

TC- No filme do Mazzaropi só aparecia ele. É Mazzaropi vezes Mazzaropi, com resultado igual a Mazzaropi. Entendeu? Então, o que acontece: os colegas já gostavam de chutar o balde. Ator gosta de esculachar. Eles falavam: “Poxa, você tá fazendo ponta”. Na realidade, eu fazia papéis de coadjuvante num segundo ou terceiro papel que, muitas vezes, era tão bom quanto o principal. Ás vezes, é preferível você ser coadjuvante que ser o protagonista. Quantos atores internacionais se destacaram sendo coadjuvantes? É preferível você fazer um bandido que um mocinho água com açúcar. Mas eu vou ser sincero com você: existia esse preconceito sim. Mas para o ator que sabe o que está fazendo não muda nada. É mais um trabalho, pô! Veja uma novela, toda telenovela tem trocentos atores. Tem um ou outro que se destacam e, muitas vezes, não precisa ser o ator principal. Tem um lá do fundo que pega uma ponta e termina estourando. 

Z- O seu relacionamento com o Mazzaropi foi turbulento só no último filme? 

TC- Mais ou menos. O Mazza deu em cima de mim inclusive logo no início. Isso foi no primeiro filme. Tanto que o Maurício do Valle falava pra mim: “Vai pra cima do homem Toni. Depois, ele te dá uma grana e a gente faz um filme”. Baita sacanagem do Maurício né? (risos). O Mazza chegava tentando te agradar. Ele falava: “Um corpo bonito desse aí, mas não quer nada com nada”. Mas o meu negócio era outro, sabe? A Elizabeth Hartmann falava comigo: “Toni, o homem está afim de você”, e eu falava: “Não”. Nesse filme, eu fui segundo assistente de produção. Fazia uma espécie de assessoria pro Carlos Garcia. Então, era eu que trazia para a produção aqueles coadjuvantes e figurantes que treinavam na minha academia. Eram todos lutadores de telecatch, judocas amigos meus. Eu que treinava esse pessoal, ensaiava com eles. Pro Mazzaropi deixar eu fazer isso no filme dele, é porque houve um bom relacionamento entre nós. 

Z- Como era o relacionamento do Mazza com o Pio?

 TC- O Mazza confiava muito nele. O Pio era o único elemento em quem o Mazza saia e deixava o filme rodando sozinho. 

Z- Talvez pelo jeito italianão dele, o Pio é um cara muito pouco lembrado. Mas no campo de filmagem ele trabalhava bastante? 

TC- O problema dele é a bebida. Ele bebe muito. Tanto que um dia ele não apareceu no alojamento. Então, eu peguei o jipe da produção e fui atrás dele. Da fazenda para Taubaté tinha uns seis, sete quilômetros. Eu saí de madrugada… ele tinha um fusquinha amarelinho que estava focinhado na valeta. Ele saiu da cidade, estava bêbado e ficou dormindo dentro do carro. Nisso, ele não apareceu na fazenda e o pessoal ficou preocupado com ele. De manhã, eu tive que tirar ele de dentro do automóvel dele. O problema do Pio é a bebida. Não sei hoje, mas eu adoro o Pio. Eu adoro esse pessoal, ele é um grande profissional. Ele é bacana pra cachorro, mas ele não admitia que eu lutasse. Um dia ele me desafiou na capoeira: “Toni, vou te desafiar. Vou te derrubar”; “Pio para com isso”, eu disse. Nessa ocasião, estávamos eu, ele e um grande amigo também que já foi embora chamado Átila Iório. Grande companheiro esse, viu? A gente estava fazendo um longa-metragem chamado No Paraíso das Solteironas. Nisso, o Pio me desafiou: “Eu vou te dar um rabo de arraia”; ele mandou e eu soquei ele de cabeça pro chão. Ele queria morrer comigo: “Eu vou te pegar um dia”. Mas a amizade nossa era tão grande bicho, mas tão grande. Pô… a gente saia junto, ele bebia, enchia a cara e eu tomava suco de laranja. Eu falava: “Pio, pode tomar”. Ele tomava rabo-de-galo, whisky, pinga…

 Z- Você falou do Átila Iório. Em quantos filmes vocês trabalharam juntos? 

TC- Trabalhei com ele nesse filme e depois a gente ia fazer A Guerra dos Pelados, do Sylvio Back. Eu fui até raspar a cabeça pra participar desse filme, mas no fim acabei fazendo outra coisa. Ele também tirou o cabelo para participar dessa fita. Mesmo assim, nós mantivemos uma amizade muito grande, eu, ele, a esposa dele, Adele Iório, a filha dele, que foi a primeira esposa do Dedé Santana. Uma pessoa muito bacana.  Inclusive, outra ex-esposa do Dedé, a Ana Rosa, quase chegou a contracenar comigo no Pedro Canhoto. Acabou não acertando com a produção, mas fomos apresentados lá em Dourados. Fizemos uma puta de uma festa… uma grande amiga. De vez em quando, eu vejo ela na televisão e dá saudades. Ela fez muitas novelas, uma grande profissional. Uma pessoa muito bacana. 

Parte 2

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