Entrevista: Gilberto Wagner

Dossiê Gilberto Wagner

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Entrevista com Gilberto Wagner

Por Matheus Trunk

O local não poderia ser mais improvável para uma entrevista: uma oficina mecânica localizada no bairro paulistano da Bela Vista. Apaixonado por carros, Gilberto Wagner é um velho conhecido do dono e dos funcionários do estabelecimento.

Aos 60 anos, Giba (como ficou conhecido dos amigos da Rua do Triunfo) é um sujeito de baixa estatura, bastante discreto e atencioso. Logo no início do nosso papo, ele definiu sua passagem pelo cinema de uma maneira bastante madura. “A Boca foi uma fase da minha vida. Mas tive bons momentos antes, durante e mesmo depois dela”.

No final dos anos 70, o sobrinho de Ary Fernandes foi um dos montadores mais ativos do cinema brasileiro. Não se restringiu as produções do tio. Montou fitas de diretores de prestígio como Alfredo Sternheim, Carlos Reichenbach, José Miziara e até Walter Hugo Khouri. “Consegui muita coisa dentro do cinema. Isso é um grande orgulho”, reconhece.

Amigo leitor: não fique irritado pela entrevista não ter fotos do entrevistado. Tentamos conseguir algumas fotos do acervo pessoal de Giba. Infelizmente, ele não sabe onde as imagens estão. Manteve a sinceridade quando perguntado sobre o assunto. “Acontece o seguinte: eu casei duas vezes. E me separei duas vezes também. Por isso, não faço ideia onde estão as minhas fotos antigas”.

Parte 1- O início no cinema e os trabalhos em publicidade

Parte 2- Os trabalhos na Boca do Lixo

Parte 3- A decadência do cinema e o futuro

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