Depoimento: Virgílio Roveda

Dossiê Luiz Elias

Por Virgílio Roveda

Eu trabalhei com o Luiz Elias no Meu Nome É Tonho do Ozualdo Candeias. Nesse filme, trabalhei como assistente de direção e continuísta. Me lembro que eu colocava em ordem as claquetes para identificação, fazia um monte de coisa. 

A respeito do Luizinho fiquei espantado como ele trabalhava na mesa de montagem. Ele sempre foi um profissional muito rápido e ágil na moviola. Fora do trabalho, ele sempre manteve uma personalidade constante, nunca ficava azedo. Ele fez a edição e a dublagem do Tonho na Odil nas antigas moviolas que tinham lá. Não sei como ele está se virando na edição eletrônica. 

O Luiz Elias também tinha uma relação bastante próxima do Mojica. Ele sabia sincronizar o pensamento do diretor. Se um realizador não faz isso fica complicado e, muitas vezes, fica difícil o resultado final ser satisfatório. O Luizinho tem outro aspecto que precisa ser destacado: ele foi uma espécie de professor pro Robertinho Leme. Com o tempo, o Roberto também se tornou um grande montador na Boca. 

Posso dizer que tenho uma grande admiração pela objetividade no trabalho e pela retidão emocional do Luizinho. Ele sempre demonstrou um cuidado muito grande com o acabamento do filme. 

Virgílio Roveda é diretor de fotografia, assistente de direção e diretor de produção. Trabalhou com Luiz Elias em Meu Nome É Tonho (1969).

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