Maria 38

Especial John Herbert

Maria 38
Direção: Watson Macedo
Brasil, 1959.

Por Adilson Marcelino

 

Nome de ouro das chanchadas da Atlântida, Watson Macedo é sinônimo também de alta estirpe na história do cinema brasileiro. Seja nas comédias que dirigiu para o estúdio carioca ou em suas produções independentes, seu nome na ficha técnica sempre foi garantia de grande cinema.

Em Maria 38 ele coloca no centro da cena mais uma vez sua estrela predileta, Eliana Macedo – sua sobrinha revelada nas telas por ele e que se tornaria uma das maiores atrizes do cinema nacional.

Só que aqui sua personagem é bem diferente das mocinhas da Atlântida, pois sua Maria 38 é uma vigarista que apronta todas na Lapa e leva a alcunha porque reza a lenda de que anda com um trezoitão escondido no vestido.

A presença de Maria 38 é sempre sinal de confusão. Só que ela tem ao seu lado seu amigo de infância, o eternamente apaixonado John Herbert, agora o guarda do pedaço.

Tudo o que ele mais quer é que Maria se endireita para que eles possam se casar, já que ainda acredita no bom coração da moça. E quando ela aceita um emprego como babá, ele pensa que finalmente ela mudou, mas mal sabe ele que os planos da moça são outros.

Maria 38 troca as boates da Atlântida por uma agitada gafieira, com direito a número inesquecível de Moreira da Silva interpretando Na Subida do Morro com sua verve inconfundível. E no elenco conta com os talentos de Zilka Salaberry, Afonso Stuart e Augusto César Vanucci.

Destacam-se a belíssima fotografia de Amleto Daissé e a química perfeita entre Eliana e John Herbert, casal que já dera liga em outro ótimo filme de Macedo, Alegria de Viver (1958).

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