Entrevista Especial: Hernani Heffner – Segunda Parte – Parte 7

Entrevista com Hernani Heffner
Parte 7 – Preservação, conservação, restauração, novas tecnologias

Por Luiz Alberto Benevides

Z: A essa altura você já tinha várias noções de conservação e você explicou alguns efeitos químicos de deterioração da película. Você aprendeu isso ao longo do seu tempo de cinéfilo mesmo ou…? 

Hernani: Não, eu aprendi isso basicamente a partir de 96, a partir da tragédia dos filmes da Cinédia, e depois trabalhando na Cinemateca do Mam. Aí eu fui ler a literatura técnica, procurar alguns livros, conversei com pessoas… aí eu fui descobrir o que era. Eu não me considero uma pessoa profundamente esclarecida. Li até o ponto que foi suficiente pra cuidar basicamente dos filmes, pra ter uma atuação positiva sobre eles… e pra ensinar, né? Na Uff eu ofereci um curso de introdução para a preservação e a restauração, um curso com os conceitos, as ideias, as práticas, mas não as técnicas. As técnicas em geral as pessoas foram aprender fora do Brasil, eu estimulei muito os alunos, aqueles que realmente se apaixonaram pela área, a fazer os cursos fora, ir pras cinematecas estrangeiras e tal. 

Z: Alguma em especial? Quais são os grandes centros de restauração? 

Hernani: Basicamente, você tem Estados Unidos e Europa, e alguns dos alunos do curso fizeram estágios na Cinemateca Portuguesa que é muito boa, na Filmoteca Española, em Madri, onde você tem um dos maiores especialistas em conservação de filmes do mundo que é o Alfonso Del Amo. Você teve gente que passou pela L. Jeffrey Selznik School of Film Preservation, na George Eastman House… gente que passou pela UCLA, gente que agora está começando a passar pela Cineteca di Bologna… enfim, os grandes centros do mundo começam a ser explorados por essa geração que passou ali pela Uff no começo da década, na primeira década do século XXI e que agora está ganhando o mundo, está ocupando os espaços, os postos, está desenvolvendo um trabalho. Tem um grupo no CTAv que está fazendo um trabalho primoroso, de grande qualidade, que virou referência. 

Z: E a formação de preservador foi mais autodidata? 

Hernani: Foi completamente autodidata, eu nunca fiz curso de preservação. Eu posso dizer que tive um mestre que foi o Francisco Moreira. Conversando com ele, eu pude esclarecer muitas dúvidas, eu pude ter acesso a dados um pouco mais complexos, já que ele tinha tido uma formação regular fora do Brasil. Mas o resto eu fui catar e aí teve uma vantagem, que era o fato que esse momento coincidiu com a chegada da Internet de uma forma mais forte ao Brasil. Com a formação da web, quer dizer, com a passagem lá da época do DOS para o Windows, uma estrutura mais amigável dentro da Internet e com a difusão inicial de conhecimento nessa área e, em particular, um projeto, chamado FAO (Film Archive Online), onde você colocava muitos textos técnicos, muitas discussões etc. E eu usei muito esse material, para estudar, para conhecer, para desenvolver e você tinha também os manuais técnicos da Fiap, não era muitos, mas você tinha ali um conhecimento de base, para se aprofundar, eu fui ler esses manuais. O resto, experiência. Você acaba sacando algumas coisas, tem que ter uma sensibilidade grande para perceber uma coisa importante: como a maior parte dessa bibliografia é desenvolvida na Europa e nos Estados Unidos, ela leva muito em conta as condições ambientais que você tem nesses lugares para a preservação de filmes. E que são muito diferentes no Brasil. Uma das coisas que foi preciso ter sensibilidade, perceber e aplicar é que, nos trópicos, a reação dos filmes é diferente. Tem que saber exatamente como lidar com essa diferença e como, eventualmente, intervir de outra maneira, que não é a maneira ortodoxa que vem de um conhecimento de um outro lugar do mundo, e obter ali algum resultado mais significativo. 

Z: Isso tem a ver com cidade ser litorânea ou não? 

Hernani: Não, não, aí não. Aí, você tem muitos lugares mesmo nas zonas temperadas que são úmidas, né? E eventualmente, você tem lugares nas zonas temperadas que são extremamente secas. Isso não pode ser nem 8 nem 80. 

Z: Mas isso não tem a ver com a proximidade da água? 

Hernani: Não necessariamente. Por exemplo, lá na Arábia, tem água por tudo quanto é lado, mas os lugares são extremamente secos, ficam muito quentes, a evaporação é muito rápida. No Brasil, que é um país tropical, você tem uma cidade que está na linha dos trópicos, perto da linha dos trópicos, que é Brasília e que é extremamente seca. 

Z: Não tem a ver com a distância da água? 

Hernani: Não, não necessariamente. Cuiabá não é tão seco e está na mesma linha. Enfim, isso depende muito da região, das condições geográficas, de um certo regime de chuvas. Aí é coisa pra geógrafo, não é pra mim, mas em relação à temperatura e à umidade há uma série de cuidados que vão mudando de cidade pra cidade, de lugar pra lugar. Você precisa às vezes se adequar. No Brasil, o melhor lugar é Natal, mas Natal não tem produção cinematográfica. É longe, criaria custos. Mas tem uma estabilidade maior de temperatura e umidade. O segredo é a estabilidade. Quanto menor, melhor, mas se for um menor instável, é pior que um maior estável. 

Z: O interior do Rio Grande do Norte, por exemplo, não tem o mesmo… 

Hernani: Não, é Natal. A cidade de Natal, é a cidade com o clima mais estável do Brasil. Então isso daria uma sobrevida aos filmes muito grande, mas geraria um custo enorme e a produção estaria distante dos grandes centros. Os grandes centros são Rio e São Paulo, que são metrópoles, que são cidades poluídas, quentes, enfim, são cidades de instabilidade climática muito grande, mas se faz cinema nessas cidades. 

Z: E em relação a essas mídias digitais? Depois da película, veio o meio magnético… ótico, magnético, digital

Hernani: Olha, têm duas questões muito simples. Primeiro que o passado vai ter que continuar a ser conservado. Da mesma forma que você mantém as pirâmides egípcias, vai ter que manter as películas por séculos e séculos e séculos. Então é uma tarefa que não vai acabar; o cinema em película pode acabar, mas a tarefa de conservar o cinema em película não vai acabar. A primeira questão é que o conhecimento sobre isso vai continuar. Quando você muda de um suporte para o outro, tem que prestar atenção em duas coisas muito simples: não existe nada na humanidade que não tenha suporte. Então essa bobagem de falar em “ah, bota na Internet que tá preservado”… agora as pessoas caíram do cavalo de uma forma muito feia porque tudo que ficou lá nos provedores dos anos 90, sobretudo no GeoCities, acabou de fato, porque o GeoCities não era algo virtual. Era um conjunto de HDs, físicos, que cumpria preservar e ninguém prestou atenção e, quando, se eles forem desativados, essa memória se perdeu. Então, o mundo dito digital, ele é na verdade um mundo físico. Basicamente o mundo digital é o seguinte, é um suporte plástico; então ele tem a mesma natureza do filme, da película, é um suporte plástico e é recoberto por uma camada onde, em geral, o elemento predominante é o ferro. Isso tanto faz com uma fita analógica, VHS, Betacam, tanto faz com uma fita dita digital, como DigiBeta, Betacam Digital, DVCam, quanto o HD de computador, quando o Hard Drive etc. Tudo isso é um suporte plástico com uma “emulsão de óxido de ferro”, que é aquilo que a gente chama corriqueiramente de magnético. O HD é um meio que gera registro através de um pulso eletromagnético. Dígito é outra coisa. 

Z: Não é ótico, né? 

Hernani: Não. Existem mídias óticas: por exemplo, DVD ou CD são mídias óticas. O suporte é uma fina camada de platina mais uma fina camada de ouro. O suporte é um plástico. São plásticos recobertos com platina e ouro. 

Z: Os dados estão no plástico? 

Hernani: Os dados estão na platina. Então todos esses suportes são meios físicos e, portanto, eles precisam ser preservados enquanto tais. Você tem que saber a estrutura física deles, tem que saber o que afeta essa estrutura, tem que poder isolar essa estrutura dos elementos que a agridem… e o que você descobriu tragicamente é que, em sendo plásticos, como a película, eles são plásticos menos resistentes do que a película. Então os meios ditos “digitais”, isso é a inscrição, é o zero-um, não é o suporte. Eles têm menos durabilidade do que a película. Então sua preservação é mais difícil e eles têm outro dado bem complicado: Na película, a inscrição é direta; nos meios digitais, a inscrição é por codificação. Isso significa que você tem que ter um equipamento de leitura e esse equipamento de leitura, em geral, depende de um software e, esse software, depende, em geral, de sua fabricação e manutenção. E depende também de alguém que saiba usar. Pra manter a película, se você manteve a tecnologia mecânica que a reproduz, ótimo: o filme guarda todas as informações necessárias. No meio digital você tem que ter a base de registro da informação, você tem que ter o elemento de conversão da informação, você tem que ter o elemento de difusão da informação, você tem que ter os equipamentos e as pessoas que conhecem o uso daquilo. Se não, não se preserva. Então tem muita coisa feita no final dos anos 80 e no início dos anos 90, que não se lê mais, né?

 Z: Já naquela época? 

Hernani: Passados alguns anos, você jogava fora, sei lá, o Adobe 0.1 não-sei-quê e passava para o Flash. Essas coisas são antigas. O primeiro filme digital que foi feito é de 1970, mas no final dos anos 80 começou-se a difundir isso. Em 93, você teve o crescimento de fato. 

Z: 93? 

Hernani: Você tem isso há muito tempo já. Só que essa produção depende de uma tecnologia que se perde muito fácil, e é substituída muito rápido, né? Você sabe que o tempo de vida útil da informática é dois anos. A cada dois anos, você muda tudo. Se você não preservar as coisas antigas, você não lê. Você tem uma coisa engraçadíssima, por exemplo: a Biblioteca Pública de Nova York conseguiu que o Salman Rushdie, o escritor, doasse seus manuscritos. Um manuscrito, hoje em dia, é o computador e o arquivo lá dentro: ele doou os computadores, os quatro; e nenhum dos quatro é mais acessível, porque ele escrevia em programas antigos. O Word 2007 não lê o Write 93, 94. Eu escrevia em Write. Hoje eu não tenho mais condição de acesso a esses textos. Você tem que ficar convertendo isso tudo o tempo todo, mas quem é que tem tempo, recursos etc., para ficar duplicando isso numa forma alucinante de dois em dois anos? Não há tempo, não há recursos. 

Z: A difusão pela Internet, ou seja, pelo peer-to-peer ou pelos YouTubes da vida, a multiplicação dos arquivos, ela ajuda de alguma forma? 

Hernani: Não, porque as linguagens de máquina que são usadas na Internet também ficam obsoletas. Começam a cair. Além disso, como isso virou um serviço pago, você paga por seu arquivo, por seu blog, por seu site, não sei o quê, ele fica lá durante um ano, dois anos, três anos, então acabou a função econômica dele, a função informativa. Quando você não tem mais dinheiro, você deixa de pagar, o cara tira do ar! No final dos anos 90, todas as páginas que você queria, você acessava. No final de 2010, pra cada dez páginas que você pedia, duas ou três já não estavam mais no ar. Coisas que você acessou dois anos atrás não estão no ar. Na área de cinema, todo o filme quando é lançado tem uma página na Internet. Seis meses depois essa página é retirada do ar porque é uma página meramente publicitária, né? Não há motivo. Então você perde informação muito rápido dentro da Internet. Aí tem que ficar arquivando isso, isso é um custo astronômico. É muito difícil você se manter. 

Z: Qual a solução que se aproxima melhor com relação do que foi criado em digital? 

Hernani: Tem que duplicar! É igual cinema. Se você quiser manter o filme, tem que duplicar o filme. Se você quiser manter o HD, você tem que duplicar o HD. E com cuidados maiores porque, hoje em dia, se diz que você tem que ter sete backups, porque o grau de obsolescência dos equipamentos é muito alto. Eles quebram muito rápido e para ter a condição de duplicar aquilo, se você confiar num backup só, você pode perder o original e perder o backup. Aconteceu comigo, eu tinha um backup de certas coisas, o backup não funcionou também. Mesmo material, mesma mídia do original. Então você tem que ter sete backups, é o que se recomenda hoje em dia. Quem tem dinheiro para duplicar coisas que são milhões de terabytes de informação? É muito caro. Muito mais caro, inclusive, que preservar a mídia fotoquímica. Então você tem uma dificuldade aí muito, muito grande. Isso vai trazer consequências no futuro. O século XX, como teve basicamente um suporte físico mais direto, ele vai sobreviver melhor que o século XXI. As perdas de memória do século XXI vão ser bem maiores do que as do século XX. Pelo simples fato de que não há dinheiro pra você manter. E você não tem uma condição de preservação direta como tinha no momento anterior. Onde é que eu vou buscar esses sites que saem do ar? Quem é que os compôs, quem é que os manteve? Não sei quem pode, não sei quem foi. 

Z: Já existe uma consciência em algum lugar disso? Existe algum historiador da Internet?  

Hernani: Existe. Tem vários museus da Internet. Tem um cara que salvou parte do GeoCities, que agora esta no HellCities, é o Geocities recuperado. Do bolso dele. Ele foi lá e bancou, mas não deu pra salvar tudo. A Cinemateca do Mam faz clipping eletrônico desde 2000, mas não dá pra baixar tudo e guardar tudo, né? 

Z: E quando alguém faz cinema digital, você acha estas pessoas estão pensando na projeção em tela grande? Ou mais pra televisão mesmo? 

Hernani: Não, quem faz cinema digital faz cinema pra todas as mídias, né? vai passar no cinema, vai passar na televisão, vai passar no celular, vai passar na Internet. Não tem nenhum tipo de veleidade de achar que é só pra um ou outro meio. A geração atual não lida mais com isso, hoje em dia é o YouTube. É a prática dessa geração, ela já nasceu sabendo que podia colocar o vídeo ali e  bota. É a forma de publicação, uma forma comunitária diferente. A minha comunidade era física, hoje em dia as comunidades tem laços virtuais, diferentes. 

Z: E a Cinédia? 

Hernani: Eu comecei na Cinédia em Jacarepaguá, em abril de 86, ela só veio pra esta casa aqui na Glória em 2007. 

Z: Então todo aquele processo de restauração foi feito lá? Ainda lá? 

Hernani: Basicamente lá. E lá eu entrei pra trabalhar como pesquisador, não mexia nessas partes. E ai a gente trabalhou num primeiro momento, num livro que não saiu, que era o Barro Humano, depois num segundo momento um livro sobre as salas de exibição do Rio de Janeiro, esse saiu, foi publicado. Pesquisas de base, levantamento de dados, e ai depois aconteceu a enchente, e a partir da enchente eu fui trabalhar com a conservação deste acervo e com a restauração destes arquivos e é o que eu faço até hoje, terminou agora em 2010. Primeiro foi O Ébrio, depois Alô Alô Carnaval, depois Mulher, a partir daí uma série de outros filmes em paralelo que a gente só duplicou, e ai, enfim, a gente veio fazendo isso desde então, o último projeto começou em 2007 e terminou agora em 2010. Foram 17 filmes… Todos foram duplicados, e alguns foram restaurados. 

Z: E esses processos foram feitos simultaneamente? Vocês conseguem restaurar mais de um de cada vez? 

Hernani: As vezes não. O Ébrio e o Alô Alô foram feitos sozinhos; terminava um, começava o outro. A partir do Mulher a gente viu que tinha correr contra o tempo e ampliou o número de filmes, senão, não ia dar conta. Começaram algumas coisas a deteriorar completamente e fazer simultaneamente fica uma loucura, foram sete fitas, sete restaurações ao mesmo tempo, de 2007 a 2010. 

Z: Sete restaurações em três anos? 

Hernani: Sim, foi muito difícil lidar com isso e a gente teve que passar noites em claro pra levar isso a cabo dentro do prazo acordado. Essa parte terminou e a Cinédia agora veio pra Glória, pois a parte de estúdio não tinha mais finalidade. Era um elefante branco, eram 10 mil metros quadrados, tinha um custo de manutenção muito grande e rentabilidade quase nenhuma. Aí viemos pra cá, os filmes foram pra Cinemateca Brasileira e pro Mam, a documentação ficou aqui na Glória e aqui se resolveu desenvolver uma nova atividade que é a questão dos cursos, e transformar a nova sede numa espécie de centro cultural. Isso daria uma sustentação mas não mais do que isso, que só se consegue com patrocínio. A empresa hoje tem um caráter muito mais de atividade cultural do que de atividade empresarial, e aí se decidiu a trabalhar com conhecimento, porque nestes 30 anos a Cinédia se dedicou muito mais à pesquisa, mais à publicação, muito mais à formação do que à produção cinematográfica. No momento em que ela ia retomar suas produções, aconteceu a enchente, acabamos deixando tudo de lado pra salvar o seu acervo. Foram 13 anos fazendo isso, nesse meio tempo mudou de cinema tradicional para cinema digital e ela era uma empresa que não estava preparada para isso, então resolveu trabalhar muito mais com cultura do que com produção audiovisual. A parte de cursos é o primeiro passo nesse sentido, e desde agosto de 2010, quando começou o meu curso de história do cinema mundial, tem vários cursos em andamento. Assim a empresa vai caminhar, e as minhas atividades tendem a diminuir aqui. Também porque eu fiz uma opção de me dedicar e salvar os acervos, as pessoas me conhecem como restaurador, mas eu só trabalho com os filmes da Cinédia, eu não faço restauração pra mais ninguém. 

Z: Nem no Mam? 

Hernani: Nem no Mam. Lá eu sempre fui pesquisador e conservador. 

Z: Qual a diferença de conservação pra restauração? 

Hernani: Conservação é a manutenção dos materiais em si mesmos. A restauração é quando esse material começa a deteriorar. Então, na iminência de perdê-los, tivemos que transferir estas informações para um novo suporte e recuperar algumas informações características que elas tinham e que sejam passíveis de se recuperar. Então é um trabalho diferente. Então aqui na Cinédia eu fiz restaurações porque eu era ligado à empresa, fora daqui eu não faço, e nem tenho qualificação pra isso. Só fiz aqui e acabou agora. 

Z: E terminando o trabalho de restauração na Cinédia, você não teria projetos de 15 anos atrás pra retomar? 

Hernani: A essa altura do campeonato (risos)? Minha vida foi ao sabor dos acontecimentos. Eu tinha me preparado para ser pesquisador, que foi o que eu menos fui durante a vida! As coisas acabaram se definindo por conta dos locais pelos quais eu me liguei, por conta das circunstâncias históricas destes locais, pelo que eles passaram eu acabei indo parar em outras atividades, eu quase não fiz aquilo para o que eu me preparei. 

Z: Pra fechar, eu queria aquela sua definição do Botafogo. 

Hernani: Qual delas? Eu falo tanto do Botafogo (risos). Que é a coisa mais importante do mundo? Tá acima do bem e do mal, né? Não existe nada mais importante que o Botafogo. O Botafogo é a própria essência da vida, e todas as suas loucuras, e ser botafoguense é aprender que o importante não é ganhar, perder. É só ser Botafogo.

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