Inventário Grandes Musas da Boca

Liza Vieira

Por Adilson Marcelino

Seu tipo mignon e seu carisma fizeram dela uma estrela da televisão e uma das musas da Boca do Lixo, onde foi dirigida por cineastas importantes. Seu nome? Liza Vieira.

Liza Vieira nasceu em São Paulo, no dia 18 de setembro de 1949. E foi em terras paulistas que sedimentou sua carreira, seja nos palcos, na televisão e no cinema – depois de consagrada na Tupi é que atua na Globo.

Liza começou sua trajetória artística no teatro amador, e depois de se profissionalizar desenvolveu importante carreira nos palcos.

A estreia em novelas se deu em grande estilo, pois em ótima produção da mestre Ivani Ribeiro em Camomila e Bem-me-quer, exibida na TV Tupi entre 1972/73. A partir daí atua em várias novelas da emissora – um dos destaques é como a doce Carola de Mulheres de Areia, dirigida também por Ivani.

Liza Vieira estreia nas telas do cinema em 1974, já sob a direção de dois grandes nomes da Boca: Clery Cunha e Ary Fernandes.

Com Ary Fernandes atua em O Supermanso, que reúne ótimo elenco – Mário Benvenutti, Francisco di Franco, Roberto Bolant, Marlene França e Fausto Rocha.

Já em Pensionato de Mulheres ela é uma das moradoras da casa mantida com rigor por Silvana Lopes. O filme focaliza as histórias dessas jovens, que são interpretadas por musas como ela, Magrit Siebert (as duas na foto), Helena Ramos e Cinira Camargo.

A década de 1970 vai ser de ouro no cinema para Liza Vieira, pois ainda que sua estreia tenha sido já na metade dela, é nesses anos 70 que ela atuará sob a lente de um time da pesada: Ody Fraga em Amantes, Amanhã se houver Sol (1975); J. Marreco em A Carne (1975); Fauzi Mansur em O Mulherengo (1976) e A Noite das Fêmeas (1976); José Miziara em As Amantes de um Homem Proibido (1978); Adriano Stuart em A Noite dos Duros (1978).

No bacana As Amantes de um Homem Proibido, de José Miziara, ela faz um papel sob medida ao viver a arredia personagem que é atormentada pelos avanços do pai bêbado e que acaba se apaixonando pelo forasteiro vivido por Nuno Leal Mais.

Já fora do padrão dos filmes da Boca, ainda na década de 70 encontra o cinema do mestre Walter Hugo Khouri em Paixão e Sombras (1977) como uma aspirante a atriz em teste delicioso acompanhada da musa Aldine Muller.

E tem no longa em episódios Contos Eróticos sua mais importante atuação como a jovem da roça que é estuprada pelo patrão do pai com o consentimento dele. Dirigido por Eduardo Escorel, o episódio O Arremate (foto)  é protagonizado por Liza, Lima Duarte (o estuprador) e Castro Gonzaga (seu pai).

Em 1980 estreiam os dois últimos filmes da atriz: o cult da Boca O Inseto do Amor, de Fauzi Mansur; e o ótimo Ato de Violência, em que novamente é dirigida por Eduardo Escorel.

Infelizmente, depois disso Liza Viera não atuou mais em cinema, com apenas atuações esparsas em novelas na televisão e priorizando o teatro.

 

 Filmografia

Pensionato de Mulheres, Clery Cunha, 1974
O Supermando, Ary Fernandes, 1974
A Carne, J. Marreco, 1975
Amantes, Amanhã se houver Sol, Ody Fraga, 1975
A Noite das Fêmeas, Fauzi Mansur, 1976
O Mulherengo, Fauzi Mansur, 1976
Paixão e Sombras, Walter Hugo Khouri, 1977
Contos Eróticos – episódio O Arremate, Eduardo Escorel, 1977
A Noite dos Duros, Adriano Stuart, 1978
As Amantes de um Homem Proibido, José Miziara, 1978
O Inseto do Amor, Fauzi Mansur, 1980
Ato de Violência, Eduardo Escorel, 1980

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