Um diretor de respeito

Especial Jece Valadão Cineasta

 

Por Adilson Marcelino

 

Jece Valadão faleceu no dia 26 de novembro de 2006 – seu nascimento foi  em 24 de julho de 1930, em Campo dos Goitacazes, no Rio de Janeiro. Portanto, são cinco anos sem o talento desse personagem importantíssimo para a história do cinema brasileiro.

A assinatura de ator que Jece Valadão construiu em torno de sua pessoa é tão forte que muitos se lembram dele mais imediatamente no universo da atuação. E não é para menos, pois Jece marcou presença em dezenas de filmes e trafegou pelas mais diferentes fases do cinema brasileiro: chanchada, Cinema Novo, Boca do Lixo, Cinema Marginal, era Embrafilme, cinemas dos anos 80 e Retomada.

Com isso, muitos se esquecem que Jece Valadão foi produtor importantíssimo, não só produzindo seus próprios filmes como de tantos outros cineastas em filmes que protagonizou. Exemplos imediatos? Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra, Mineirinho Vivo ou Morto (1967), de Aurélio Teixeira, Navalha na Carne (1974), de Braz Chediak, Eu Matei Lúcio Flávio (1979), de Antonio Calmon. Sua Magnus Filmes é capítulo indesviável na filmografia brasileira, sobretudo no cinema policial.

Agora quando é a carreira de cineasta, aí é que Jece é menos citado, ainda que tenha dirigido 16 filmes. E filmes de destaque como A Lei do Cão (1967), A Noite do Meu Bem (1968), O Matador Profissional (1969), Obsessão (1973), Nós, Os Canalhas (1975) e Os Amores da Pantera (1977).

Em tantos deles fazendo dobradinha com sua musa, e esposa na época, Vera Gimenez, Jece Valadão construiu uma carreira de cineasta de valor e que merece ser mais conhecida e citada.

É o que a Zingu! procura fazer nesse especial ao lançar foco sobre 8 filmes significativos de sua trajetória como diretor.

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